segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação - 16 de Outubro

Bom dia pessoal!
Nada como começar a semana com uma boa reflexão.... nesta semana comemoramos o Dia Mundial da Alimentação!
Para muitos países como o Brasil, é tempo de avaliar e buscar meios para a erradicação da fome e pensar cada vez mais no combate à obesidade.
FOME: Para se ter uma idéia, o número de famintos teve um incremento recente de 105 milhões, passando a alcançar 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para combater a fome, a FAO prevê a necessidade de aumentar a produção alimentícia em 70%, a fim de alimentar os cerca de 2,3 bilhões de pessoas a mais que teremos no mundo até 2050.
No Brasil, em 1974-1975, o problema da falta de peso atingia 7,2% da população masculina e 10,2% da população feminina. Em 1989, as taxas recuaram para 3,8% e 5,8%, respectivamente. O último estudo, o índices caíram para 2,8% entre os homens e para 5,2% entre as mulheres, o que resultou em 3,8 milhões de adultos desnutridos.
Aqui na terrinha verde e amarela diversos eventos serão realizados para comemorar a Semana Mundial da Alimentação, de 11 a 17 de outubro, abordando o tema “Alcançar a Segurança Alimentar em Época de Crise”. Aprovada por unanimidade no Senado, a Proposta de Emenda Constitucional 047/2003, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares, foi aprovada em dois turnos no Senado e por unanimidade em Comissão Especial. Ela inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. A matéria segue agora para votação em plenário, em dia a ser definida pela Mesa Diretora da Casa. Pelo regimento, ela precisa ser votada em dois turnos e necessita de 308 votos em cada turno, dentre os 513 deputados federais.
OBESIDADE: como conseqüência de novos e piores hábitos alimentares, os brasileiros engordaram ao longo das últimas três décadas, indicou a segunda parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com o Ministério da Saúde.
Segundo o levantamento, o país tem cerca de 38,6 milhões de pessoas com peso acima do recomendado, o equivalente a 40,6% de sua população adulta. Deste total, 10,5 milhões são obesos. Por outro lado, a exposição à desnutrição, pelo conceito da necessidade diária de ingestão de calorias, diminuiu.
Uma pesquisa realizada entre 1974 e 1975 revelara que o percentual de adultos acima do peso era menor - de 18,6% entre os homens e de 28,6% entre as mulheres. Vivendo num país mais urbanizado, o brasileiro trouxe para a mesa de casa mais itens industrializados e processados e ingeriu mais gorduras e um nível elevado de açúcar. Além disso, o consumo de frutas, legumes e hortaliças permaneceu muito baixo e inferior às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Nas famílias brasileiras de todas as classes e de todas as regiões persiste o alto consumo de açúcar, principalmente de refrigerantes, e o baixo consumo de frutas e hortaliças. E muita gordura – alertou a coordenadora de Índices de preços do IBGE, Márcia Quintslr. O relatório apontou que o problema do excesso de peso não é mais exclusividade das pessoas com renda mais alta e que há mais gordos que magros na população de baixa renda. Entre os 20% mais pobres do país, 27% dos homens estão com peso acima do adequado e 9,5% com falta de peso. Já entre as mulheres de baixa renda, 38,2% estão com excesso de peso e 6,6% com peso inferior ao recomendado.
Conclusão: vivemos num país com os 2 lados da moeda. De um lado temos que olhar por indígenas desnutridos, crianças comendo fubá misturado com água para matar a fome e do outro crianças tão obesas que não conseguem brincar na escola, devido à falta de ar e a falta de agilidade e adolescentes tomando medicação para o colesterol alto devido à excessos e erros alimentares.
É hora do nutricionista ser mais valorizado e reconhecido pela sociedade como um profissional capaz de ajudar essa cena que temos pintada na nossa frente.

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