quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Carências e excessos na alimentação infantil

Bom dia pessoal!!!
Recebi esta semana este e-mail da minha amiga e colega profissional Graça Camara, psicóloga diabética que é super antenada em educação em saúde!!!!
Segue a matéria na íntegra!!!

Estudo revela carências e excessos de nutrientes na alimentação de crianças em fase pré-escolar
Recentemente divulgados, os resultados do Estudo Nutri-Brasil Infância revelam carências e excessos de nutrientes na população infantil brasileira.
O estudo, fruto da parceria entre 12 instituições de ensino e pesquisa do país, a Danone Research e coordenada pelo pediatra e nutrólogo dr. Mauro Fisberg, professor-associado do Departamento de Pediatria da Unifesp e coordenador da Força-tarefa do Estilo de Vida Saudável da ILSI Brasil, avaliou 3.111 crianças em fase pré-escolar (2 a 6 anos) durante oito meses, em escolas e creches das redes públicas e privadas.
Foi identificado um perfil semelhante nos nove estados pesquisados (Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul): falta de cálcio e dieta rica em carboidratos e proteínas, mas muito pobre em frutas, verduras e legumes, entre outros problemas nutricionais.“Dos resultados, o que é urgente e que está preocupando mais as organizações tanto governamentais como não-governamentais é a necessidade do aumento de alimentos específicos – frutas, verduras, legumes e derivados lácteos, que são essenciais. Mas é uma mudança que deve acontecer desde a educação familiar até o currículo escolar”, afirma o dr. Fisberg.
O Nutri-Brasil Infância constatou que 57% das crianças de 4 a 6 anos não ingerem a quantidade diária recomendada de cálcio, mineral fundamental na infância, justamente na época em que ocorrem as grandes mudanças físicas do indivíduo - crescimento ósseo longitudinal e modificações no tamanho e no formato do esqueleto. Outro ponto destacado pelo dr. Fisberg foi o elevado consumo de colesterol e gordura trans em casa, local em que as refeições têm uma quantidade de fibras, vitaminas A, C, K, folato, ferro, cobre e magnésio ainda menor que nas escolas. “Percebemos que muitos comem a mesma quantidade em casa, mas num espaço de tempo menor. Já na escola, a alimentação é avaliada, medida e tem algum tipo de orientação”, explica o dr. Fisberg.
O Estudo Nutri-Brasil Infância mostra ainda que as crianças brasileiras estão consumindo três vezes mais a quantidade de sódio diária recomendada, o que, futuramente, pode levar a distúrbios cardiovasculares, como hipertensão. De acordo com o dr. Fisberg, esse resultado se deve principalmente à tendência brasileira de preparar os alimentos básicos, como arroz e feijão, com uma enorme quantidade de sal, além de adicioná-lo também aos alimentos depois de prontos. Do ponto de vista da avaliação antropométrica, observou-se o excesso de peso em 27,4% das crianças menores de 5 anos. Os índices maiores foram encontrados nas escolas privadas, onde a taxa alcança 33,6%, enquanto nas públicas é de 25,8%. A baixa estatura para a idade, encontrada em 5% das crianças, também chamou a atenção dos especialistas. Os piores números apareceram nas creches públicas, onde o índice de estatura abaixo de dois desvios padrão da curva da Organização Mundial de Saúde chega a 6,25%, enquanto nas privadas é de 3,83%.“A alimentação nessa fase é essencial porque cria o hábito. E nesse período, podem surgir as doenças crônicas, como anemia ou fome oculta, além de sobrepeso e obesidade, que podem levar, no futuro, ao desenvolvimento de doenças.”
Comentários: educação nutricional deve começar dentro de casa e na escola; muitas vezes as crianças conseguem levar seu aprendizado de alimentação saudável para dentro de casa, educando pais e irmãos, porém é necessário que o acesso aos alimentos mais saudáveis seja suficiente e que a educação nutricional seja contínua. A criança com excesso de peso hoje é o obeso mórbido de amanhã. Hoje a criança não sofre tanto as consequências físicas da obesidade, porém em 35-40 anos ela pode ser a pessoa que falta ao trabalho com frequência para ir ao médico, ela pode enfartar, não ter tanta produtividade devido ao excesso de peso. Obesidade infantil, carências nutricionais na infância são assuntos muito sérios que demandam políticas de prevenção e correção com urgência. A falta de cálcio hoje é a osteoporose de amanhã, fraturas na melhor idade, com falta de mobilidade e dependência de terceiros. Fraturas na idade mais avançada mata.

Fontes:
Estudo Nutri-Brasil Infância: Estudo Multcêntrico do Consumo Alimentar de Pré-escolares. Disponível em: http://www.danoninho.com.br/nutribrasil/. Acessado em 14/12/2009.
International Life Science Institute - ILSI Brasil. Disponível em http://www.ilsi.org/Pages/HomePage.aspx. Acessado em 14/12/2009.

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