quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Hoje é dia de... CHUCHU!!!!

.... chuchu???

Pois é... semana retrasada estava atendendo um casal em meu consultório e eles me disseram que não dava para comer chuchu, pois não tinha gosto de absolutamente nada.... até completei a conversa com um papo da época de faculdade.... as estudantes de nutrição tinham inventado que a água possui 4 estados: sólida, líquida, gasosa e.... chuchu! Mas isso é só brincadeira, viu????

Bom, o chuchu é alvo de muitas piadas e brincadeiras, como "dá mais do que chuchu na serra" ou "tá tudo chuchu beleza" ou até mesmo "ele é bonito pra chuchu"... essa aliás eu nunca entendi... desde quando o chuchu é tão bonito assim pra ser comparado à um homem lindão??????? Ou chamar a namorada de chuchu (tem gente que fala que é xuxu (com xis) mas eu dei uma "googada" em xuxu e a única coisa que eu achei foi o cachorro da Xuxa, que pronunciamos "Xúxu" e não "Xuxú"... eu hein... tirando a Xuxa de lado (e o cachorro imaginário dela), vamos falar um pouquinho do amigo chuchu (assim mesmo com cê agá, cheeeio de dígrafos)....


O chuchu (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto ou seja, um vegetal da categoria dos frutos, pois possui sementes internas envolvidas pela parte comestível; também é conhecido como machucho ou caxixe (não sei onde, mas tudo bem! Minha bisa chamava o chuchu de chucho, mas não de machucho!!!!). O chuchu é originário da América Central (como a Costa Rica e o Panamá) e ilhas vizinhas; entre os maiores estados produtores nacionais destacam-se Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná. É cultivado em países de clima quente em regiões tropicais e sub-tropicais. Atualmente, está entre as dez hortaliças mais consumidas no Brasil. Estima-se que sejam cultivados 5 mil hectares com chuchuzeiros no Brasil (viu como o chuchu é pop?????).

O chuchuzeiro é planta trepadeira que pode produzir por vários anos; possui ramas longas com até 15 metros de comprimento onde apresentam gavinhas para sustentação no lugar onde trepa; das ramas saem folhas numerosas com formato de coração. As flores são amareladas e separadas em femininas e masculinas, distintas na mesma planta; a fecundação da flor é totalmente dependente da polinização de abelhas silvestes (aqui também tem aula de botânica, olha que maravilha!).

Era bem conhecido na antigüidade pelos Astecas e tinha grande destaque entre as demais hortaliças cultivadas na época, devido ao seu sabor característico e bastante suave para ser consumido durante o ano todo. De fácil digestão, rico em fibras e pobre em calorias, ele sempre acaba entrando em cardápios e orientações alimentares para perda de peso. A cada 100 gramas de chuchu cozido temos cerca de 19 calorias, 1 grama de fibra e 5 gramas de carboidratos, com quantidades insignificantes de proteínas e de lipídeos. Na região da Madeira é conhecido por pepinela ou pimpinela e faz parte da gastronomia local, sendo normalmente cozido com feijão, batatas e milho para acompanhar pratos de peixe, normalmente na forma de caldeiradas.

O chuchu faz parte da família do pepino, das abóboras, do melão e da melancia (Cucurbitáceas). Destaca-se por ser uma fonte de potássio e fornecer vitaminas A e C.

Há uma grande diversidade de frutos quanto à forma, tamanho e cor. Os frutos podem ser arredondados ou terem a forma de pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos, com a cor variando de branco a verde bem escuro. No mercado há preferência pelos frutos de casca verde-clara, sem espinhos, com tamanho de 12 a 18 cm de comprimento (fruto graúdo) e 7 a 10 cm (fruto miúdo). Frutos passados apresentam a casca sem brilho e amarelada e com a ponta mais larga começando a se abrir. O chuchu é um fruto muito sensível, que se machuca com facilidade e a casca escurece rapidamente quando danificada. Portanto, escolha os frutos com cuidado, evitando causar ferimentos. O chuchu também pode ser encontrado minimamente processado, ou seja, já descascado, cortado em cubos e embalado com filmes de plástico. Certifique-se de que esse produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a sua adequada conservação, pois quando mantido em condição ambiente, estraga-se rapidamente. O chuchu normalmente está em sua melhor qualidade de novembro a abril.

Para conservá-lo, deve-se mantê-lo em condição ambiente entre 3 a 5 dias depois de colhidos, pois murcham muito rapidamente. Podemos conservá-lo por maior tempo entre 6 a 8 dias, embalados em saco de plástico, caso contrário queimam-se com o frio pois são sensíveis a temperaturas baixas. O produto já descascado e picado conserva-se por até 3 dias após seu preparo, desde que mantido embalado em vasilha tampada ou em saco de plástico.

Os frutos de uma maneira geral não são consumidos crus. Devem ser cozidos e podem ser servidos na forma de refogados, cremes, sopas, suflês, bolo, ou salada fria. Para consumo como refogado ou salada, prefira os frutos mais novos, menores e com casca brilhante. Vale lembrar que, uma vez cozido com água, boa parte do potássio migra para a água do cozimento; logo, se a necessidade é o consumo de um alimento rico em potássio, devemos fazer o chuchu no vapor.

Quando os frutos estão maduros, com a parte de baixo se abrindo, são excelentes para a elaboração de suflês, pois são mais consistentes e têm mais fibra. A casca pode ser removida antes ou após o cozimento. Quando os frutos estão bem novos podem ser consumidos com casca e miolo.

Também podem ser consumidas as folhas, brotos e raízes da planta. Os brotos refogados são ricos em vitaminas B, C e sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. Corte e descasque os frutos crus sob água corrente pois estes têm uma liga que gruda nas mãos.

Quero chuchu em casa!!! Os frutos selecionados são colocados sobre leito de terra, bem sombreado e arejado e ligeiramente úmido, deitados lado a lado; após duas semanas a brotação aparece.

Suflê de Chuchu

Ingredientes:

- 8 chuchus grandes sem casca

- 1 colher (sopa) de margarina

- 3 colheres (sopa) de farinha de trigo

- 2 xícaras (chá) de leite

- 4 gemas

- 4 claras batidas em neve

- 1 colher (sopa) de fermento químico em pó

- 6 colheres (sopa) de queijo ralado minas meia cura

- 1 cebola pequena ralada

- sal e pimenta a gosto


Modo de fazer:

Cozinhe o chuchu na água e sal até ficar mole. Coloque o chuchu num pano e esprema apertando bem até escorrer toda água e reserve. Numa panela, coloque a margarina, a cebola ralada e a farinha de trigo e leve ao fogo baixo. Mexa sempre até esta mistura ficar torrada, tendo o cuidado de não deixar queimar. Acrescente o leite sem parar de mexer, até formar um mingau grosso. Retire do fogo e acrescente o sal e a pimenta, o queijo ralado, as gemas, o fermento e o chuchu, misture bem. Por último junte as claras em neve e mexa lentamente. Coloque esta mistura numa forma pequena e untada. Leve para assar em forno pré-aquecido, em temperatura alta. Sirva quente.

Rendimento: 4 porções

Tempo de preparo e cozimento: 30 minutos

Sugestão: Se não tiver forma própria para suflê pode assar em forma pequena retangular


Fontes:

http://www.cnph.embrapa.br/paginas/dicas_ao_consumidor/chuchu.htm

http://www.seagri.ba.gov.br/Chuchu.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chuchu

www.fomezero.gov.br/.../2-tabela_nutricional_de_alimentos_taco.pdf

2 comentários:

  1. por favor estou com um pé de chuchu que não cresce suas folhas estão amareladas o que posde ser isso...

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  2. Rosângela,
    Como nutricionista não consigo te ajudar! Infelizmente não conheço processo de produção do Chuchu, doenças das plantas e tudo mais... porque você não escreve uma carta para o Globo Rural? Eles respondem bastante sobre cultivos e pragas! Abraços!

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